IX Semana de Integração do CFH – Espaço e Território: desdobramentos políticos, sociais e culturais

15/10/2014 17:04

Segunda-feira, dia 20 de outubro de 2014

10h – Auditório do CFH: Mesa 1- Copa e Criminalização dos Movimentos Sociais Avanilson Alves Araújo (ocupação Esperança–SP);

16h – Auditório do CFH: Mesa 2. Museus, paisagens e territórios: olhares interdisciplinares contemporâneos.  Teresa Fossari (UFSC);  Flávia Lima – PR;  Prof. Valdemar  Lima– UFSC

18:30h – Auditório do CFH: Mesa 3 – Luta por moradia no espaço urbano.  Rui (Ocupação Amarildo) e  Profa.Susan Tornquist (UDESC);

 

Terça-feira, dia 21 de outubro de 2014    

10h – Auditório do CFH : Mesa 4:  Cinema, História e Sociedade: Cineasta Sylvio Back e  Prof. Alexadre Busko Valim (UFSC).

13:30h – Auditório do CFH: Palestra – Da autonomia à territorialidade autônoma: sobre a dialética entre conceitos de referência e lutas concretas. Prof. Marcelo Lopes de Souza (UFRJ),   Mediadora: Profa. Leila Christina Dias.

18:30h – Auditório do CFH: Mesa 5 – A Palestina e seus conflitos territoriais – Prof. Márcio Voigt (UFSC)  e Khader Othman (Comunidade Palestina).

 

Quarta-feira, dia 22 de outubro de 2014

10h – Auditório do CFH: Mesa 6 – Populações Tradicionais e conflitos territoriais.  Cacica Eunice ( TI Morro dos Cavalos) e Helena Marques (Comunidade Quilombola Vidal Martins).

16h – Auditório do CFH: Mesa 7 – Práticas de Produção Coletiva.  Prof. Mauricio Sardá (UFPB) e Profa. Valéria de Marcos (USP). Mediação José Carlos Mendonça (LASTRO-UFSC).

18:30h – Mini-Auditório do CFH: Palestra – Territorialidade e Litoral – O caso da Lagoa da Conceição – Florianópolis – Alécio dos Passos (AMOLA).

 

Quinta-feira, dia 23 de outubro de 2014

10h – Mini-Auditório do CFH :  Palestra: Territorialidade e SUS:  Prof. Felipe Brognoli (UFSC).

16h – Mini-Auditório do CFH : Mesa 8 -Espaço Centro/Periferia no mundo urbano. Prof. José Guilherme Magnani (USP)

18:30h – Mini-Auditório do CFH: Mesa 9– Situação do Plano Diretor de Florianópolis: Prof. Elson Pereira (GCN-UFSC)e Lino Bragança Peres (ARQ-UFSC)

 

Sexta-feira, dia 24 de outubro de 2014

Manhã – Mutirão de limpeza no Bosque;

Tarde – atividades culturais:

Noite – 18:30h Cine CFH – Auditório do CFH

 

Organização: Centro Acadêmico Livre de Geografia, Centro Acadêmico Livre de Museologia, Centro Acadêmico Livre de Ciências Sociais, Centro Acadêmico Livre de Antropologia, Centro Acadêmico Livre de História, Centro Acadêmico Livre de Oceanografia, Centro Acadêmico Livre de Psicologia.

Apoio: Centro de Filosofia e Ciências Humanas – Universidade Federal de Santa Catarina – Pró-Reitoria de Apoio ao Estudante – UFSC.

A volta do Lacerdismo – uma reflexão sobre a eleição de 2014

08/10/2014 19:41

Durante as décadas de 1950 e 1960 a figura política de Carlos Lacerda despontou no parlamento e na imprensa. Político carioca da UDN, fez do discurso moral sua principal bandeira política. As denúncias de corrupção eram seu principal prato. Era uma verdadeira metralhadora de denúncias, muitas produtos de simples boatos que, mesmo depois de desmentidas, já tinham feito seu estrago político. Este discurso tinha um especial apelo envolvente nos setores médios urbanos. Lembrei de Lacerda e da UDN depois de assistir as falas de Aécio e dos tucanos em geral. Baseiam-se na noção de que a corrupção é o pior problema do país. Contam com isto com o arsenal da Veja, da Folha, do Globo, Estadão e outros meios de comunicação. Pois ouso em arriscar que embora seja um problema sério e crônico no país, não acho que a corrupção seja o maior problema nosso. O nosso principal problema é a desigualdade social, a marginalização, o preconceito, a exclusão e a falta de oportunidades reais para grande parte da população. A corrupção é assunto para uma pauta policial e de controle por órgãos de fiscalização, não pode virar uma panaceia, como uma espada a ser manejada pelo político que veste-se como “Justiceiro”, como Lacerda, Jânio, Collor e outros. Então, o que temos hoje é um debate político rebaixado, pautado por vazamentos de “delações premiadas” que são usadas a conta-gotas. Qual será a próxima capa da Veja? O Lacerdismo não é monopólio dos tucanos. Há candidatos de esquerda, como a Luciana Genro, que sucumbiu ao discurso pautado pela moralidade de mídia. Acho um grande equívoco a afirmação dela de que os três candidatos (Marina, Aécio e Dilma) eram iguais. Não são. Até em termos quantitativos a roubalheira e a impunidade entre os tucanos foi maior. Mas o pior dos tucanos não foi sua roubalheira, foi o que fizeram legalmente, como as privatizações dos setores elétrico, siderúrgico e telefônico. É hora de se acordar para a política para se debater projetos. Por outro lado, Dilma e o PT tem deprimido a pauta mais histórica da esquerda (como a reforma agrária, tributação das grandes fortunas, ataque aos monopólios) e caído num discurso e projeto “desenvolvimentista” (outra peça dos anos 1950\60). Mas pelo menos o projeto do PT é ainda voltado à atenção de grandes camadas da população. Enfim, se é para escolher entre “Lacerdismo” e “desenvolvimentismo”, não há dúvida que o segundo é mais inclusivo.